Obesidade: um diagnóstico ainda negligenciado ou ignorado

O aumento do número de casos de obesidade cresce significativamente com o passar do tempo, inversamente aos investimentos na prevenção e cuidados com a doença, que são baixíssimos. Essa indiferença com a obesidade contribui para que um número importante de pessoas adoeça dia após dia, com o agravamento de comorbidades como diabetes, esteatose hepática, hipertensão arterial, apneia do sono e, principalmente, doenças cardiovasculares, que são responsáveis por um elevado número de óbitos em todo o mundo.
O que muitas pessoas não sabem é que a própria obesidade é uma doença e precisa ser levada a sério e tratada para evitar maiores complicações.
Vivendo em um contexto em que nunca vivenciou tanta fartura, o ser humano hoje pode ter acesso a alimentos nas suas mais variadas formas, apresentações e composições, mesmo sem dispensar tanta energia para adquiri-lo ou produzi-lo. Essa associação de alimento fácil com menor gasto energético tem levado a um acúmulo de energia em nosso organismo sobre a forma de gordura, causando a obesidade. 
A forma mais prática de avaliação do excesso de peso é através do cálculo do Índice de Massa Corporal, mas comumente conhecido como IMC.
O IMC é o parâmetro que diz sobre o peso ideal de cada pessoa. Ele é calculado da seguinte forma: Peso / altura x altura.
Quando o IMC está acima de 30, a pessoa é considerada obesa grau I. Quando esse valor ultrapassa os 40 a obesidade é mórbida ou grau III.
 
Porque é uma doença?
 
A gordura causa inflamações. Por isso, quando temos o acúmulo dela o nosso corpo passa por vários processos inflamatórios, provocando a formação de placas de gordura na parede das artérias, o que facilita os eventos cardiovasculares, os mais temidos, pelo seu alto índice de letalidade. 
Além disso, nossos ossos e articulações sofrem os efeitos diretos do peso causado pela gordura no corpo, dificultando até mesmo a locomoção.
Muitas vezes, a complexidade da obesidade é negligenciada pela maioria da população e isso é preocupante, já que quanto menos pessoas acreditam no perigo de ter a doença, mais pessoas se tornam doentes com o passar do tempo.
Existem vários fatores que contribuem para o ganho excessivo de peso, entre eles estão: fatores psicológicos, o sedentarismo, predisposição genética e a alimentação. A mudança de hábito e a conscientização de que a pessoa com essa doença necessita de ajuda médica são importantes para o sucesso do tratamento.
 
Tratamento
 
Antes de mais nada a obesidade, assim como qualquer doença, necessita de acompanhamento médico para que seja tratada.
Muitas estratégias de emagrecimento costumam ser usadas, entretanto perder peso e mantê-lo após a perda são extremamente difíceis na maioria dos casos.
É preciso fazer mudanças no seu estilo de vida, limitar as calorias, controlar o apetite, fazer exercícios físicos e também acompanhamento psicológico pode ser necessário e muito positivo para o resultado. O tratamento vai depender do nível de obesidade e de como está o estado geral de saúde. A sua prioridade deve ser melhorar a saúde, não simplesmente atingir o peso ideal.
Além das mudanças no estilo de vida, medicamentos, tratamento psicológico e reeducação alimentar, a cirurgia bariátrica pode ser uma opção para  casos de obesidade com IMC acima de 35. Atualmente, nos casos de obesidade mórbida, a cirurgia é o melhor método para manutenção do peso e da saúde a longo prazo. Existem vários tipos e a consulta com um cirurgião vai ser fundamental para definir qual a mais indicada para o seu caso.
 
Se você sofre com a obesidade é importante que procure ajuda médica e de uma equipe multidisciplinar para tratar a doença e aumentar a qualidade de vida, melhorando a sua saúde.
Não negligenciar a obesidade é fundamental para obter sucesso no seu tratamento.

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