O Novembro Azul e os cuidados com a obesidade

A campanha tem ênfase na prevenção do câncer de próstata, mas também alerta aos outros tipos entre os homens, inclusive aqueles que podem ser decorrentes do sobrepeso

Entramos em Novembro e este mês foi escolhido para representar a campanha contra o câncer de próstata e a prevenção da doença. Desde 2014 o movimento vem se tornando cada vez mais forte e importante aqui no Brasil, mas sua origem vem da Austrália, em 2003, numa primeira mobilização chamadaMovember, quando alguns amigos tiveram a ideia de deixar o bigode crescer e passar o mês de novembro inteiro usando em seus visuais, com o objetivo de chamar a atenção para a saúde masculina. O movimento aproveitou as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado a 17 de novembro.

A campanha serve como incentivo a conscientização em relação ao câncer entre os homens, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do de próstata. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que entre 2018 e 2019, sejam diagnosticados, aproximadamente, 68.220 novos casos no Brasil. Algo em torno de 1 a cada 9 homens que poderá ser diagnosticado durante a vida. Segundo outros dados do INCA, o sexo masculino sofre com a maior parte de incidência em outros órgãos que a doença se instala. Estimam-se que, por ano, ocorram 13.540 casos novos de câncer de estômago entre homens, 18.740 casos novos de pulmão e 11.200 na cavidade oral .

Câncer e Obesidade

Depois do tabagismo a obesidade é o segundo principal fator de risco para o câncer. A obesidade é uma condição que eleva a quantidade de inflamações e insulina no organismo, o que estimula a multiplicação celular e o surgimento dos tumores. O excesso de gordura no organismo também está diretamente ligado à alterações na produção hormonal, outro grande fator que potencializa o risco de câncer. Dessa forma, a obesidade facilita a ocorrência do câncer. Cientistas e profissionais da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que pelo menos 13 tipos de câncer estão relacionados diretamente à obesidade.

Nos homens, a obesidade tende a reduzir a produção da testosterona, fazendo com que  haja maior prevalência no surgimento do câncer de próstata. Além disso, o aparecimento do câncer de cólon e reto é uma das principais razões decorrentes do aumento da produção de insulina causado pelo excesso de peso.

Também causada pela obesidade, a elevação da pressão arterial pode aumentar os riscos de câncer no rim. O histórico de refluxo gastroesofágico, comum em pessoas com sobrepeso, ainda pode aumentar a chance de câncer de esôfago.

Quais os mais comuns?

Segundo a OMS, os tipos de câncer que mais representam riscos a pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) elevado são os de próstata, cólon, estômago, fígado e rim, chegando a 80% de risco a mais de portar a enfermidade em algum momento da vida se comparado com uma pessoa com IMC dentro da faixa ideal.