Como o excesso de gordura pode prejudicar a respiração?

Se você enfrenta a obesidade ou convive com pessoas com sobrepeso, com certeza já sentiu ou ouviu reclamações relacionadas à dificuldade em respirar. Muitos se sentem constantemente cansados e ficam bastante ofegantes, seja realizando pequenos esforços físicos ou mesmo em repouso. Isso acontece pois a obesidade é uma condição que atrapalha diversas funções fisiológicas do corpo e umas delas é a respiração.

 

A principal adversidade está relacionada à presença excessiva de gordura sobre o pulmão. O quadro tende a dificultar a expansão e contração na caixa torácica devido à pressão externa exercida pela gordura acumulada no peito e na área abdominal, além de dificultar o movimento do diafragma. Isto faz com que a demanda por oxigênio seja maior, causando dificuldade em respirar. Confira outras complicações:

 

Asma 

 

Pacientes obesos são muito mais propensos a desenvolver asma, aponta uma pesquisa da revista "Cell Metabolism". A leptina, hormônio produzido pelas células de gordura e que desempenham papel fundamental no metabolismo energético, também tem a função de regular o diâmetro das vias aéreas. 

 

Uma vez que o paciente apresente sobrepeso, a leptina em excesso pode causar o estreitamento das vias respiratórias (broncoconstrição). Já quando a obesidade se desenvolve em pessoas com asma, ela agrava a doença respiratória e dificulta o tratamento do problema.

 

Apneia do Sono

 

A apneia do sono causa interrupções durante descanso, fazendo com que o ar deixe de fluir em direção às vias aéreas. O excesso de peso serve de fator de risco para o distúrbio, que, por sua vez, influencia diretamente no metabolismo lipídico, favorecendo o acúmulo de gordura.

 

A apneia tende a diminuir a concentração de oxigênio no sangue, elevar o ritmo cardíaco, estimular a contração dos vasos sanguíneos e favorecer a resistência à insulina, gerando fatores de risco para pressão alta, arritmia cardíaca e diabetes tipo 2. O distúrbio também causa roncos e desconfortos, impedindo o indivíduo de recuperar as energias durante a noite.

 

Síndrome da Hipoventilação da Obesidade (SHO)

 

Indivíduos obesos tendem a ter uma baixa reserva de ar no pulmão e podem assim ter a dificuldade em fornecer oxigênio suficiente para o pleno funcionamento do corpo, quadro conhecido como hipoxemia. Uma vez que o corpo precisa trabalhar mais para respirar, o sistema respiratório se torna enfraquecido, fazendo com que os níveis de dióxido de carbono se elevem em comparação aos de oxigênio, causando a hipoventilação. Os principais sintomas associados são dispneia (falta de ar), sonolência diurna excessiva, dor de cabeça matinal e depressão.

 

Embolia Pulmonar 

 

Existe uma estreita relação entre o excesso de peso e o a trombose venosa profunda, associada em última instância à embolia pulmonar. Esta é uma condição onde um coágulo de sangue se desloca em direção aos vasos sanguíneos dos pulmões e o entope, resultando em dor ao respirar e intensa falta de ar. Estudos apontam que existe risco aumentado de 2 a 3 vezes para trombose e embolia em indivíduos obesos, sendo que o risco é ainda maior em pessoas com obesidade mórbida.

 

Controle da Obesidade

 

Quando problemas respiratórios estão associados a quadros de obesidade, estabelecer formas de controlar o sobrepeso é o primeiro passo para se evitar maiores complicações. Portanto, tenha em mente que ter hábitos saudáveis, prezar por uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos com frequência é a melhor forma de prevenção.

 

Em casos mais avançados, a cirurgia bariátrica pode ser a solução mais eficaz eficaz no controle da obesidade e, consequentemente, na melhora de distúrbios respiratórios associados. Em pouco tempo, o paciente percebe um avanço em sua qualidade de vida e tem grandes chances de controle de peso a longo prazo do seu peso, principalmente quando acompanhado por uma equipe multidisciplinar qualificada.

 

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