Obesidade infantil: não deixe que o problema seja para a vida toda

Obesidade infantil: não deixe que o problema seja para a vida toda

No 3 de junho foi celebrado o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil, data importante para alertar pais e responsáveis sobre os cuidados que se deve ter ante a saúde dos filhos. Para combater a situação, a prevenção ainda é o melhor remédio.

De acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), a condição é um dos maiores problemas de saúde pública do século XXI, tendo em vista o aumento significativo de casos nas últimas décadas. São cerca de 41 milhões de crianças, até 5 anos de idade, obesas ou acima do peso ao redor do mundo. Entretanto, o que mais espanta a organização internacional é a mudança de quadro em países em renda baixa e média - como os da África e América Latina -, onde a subnutrição deixa de ser um problema em detrimento da obesidade.

A OMS ainda aponta que, se o cenário atual permanecer o mesmo, o número poderá chegar a 70 milhões até 2025 - 11,3 milhões dessas crianças estariam só no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a obesidade já afeta 20% da população infantil brasileira.

Problemas no futuro

As principais causas da obesidade infantil são a alimentação inadequada e sedentarismo. Menos de 5% dos casos o excesso de peso se deve a doenças endocrinológicas, é o que diz a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Tal condição pode trazer vários problemas para a saúde da criança, tanto na infância como na vida adulta. Alguns dos principais males que podem aparecer são colesterol alto, hipertensão, diabetes, problemas osteoarticulares e dificuldades respiratórias, sem falar no impacto na autoestima e na qualidade de vida. Além disso, estima-se que 85% das pessoas que sofreram com o excesso de peso durante a infância se tornaram adultos obesos.

Prevenção

Quando o assunto é obesidade infantil, o melhor tratamento ainda é a prevenção, o estímulo aos hábitos saudáveis e o bom exemplo. Cabe aos pais e responsáveis mudarem o ambiente de casa, limitando os alimentos mais calóricos e pobres em nutrientes - ultraprocessados, industrializados e semiprontos -, e adicionando mais frutas e legumes na alimentação de toda a família. Também é recomendável incentivar as oportunidades de atividades físicas como parte da rotina, como esportes, ou até mesmo passeios em parques, praças ou praias onde a criança possa se movimentar livremente.

Por fim, deve haver uma definição de regras quanto ao uso de dispositivos tecnológicos, como TV, videogames, tablets e smartphones. Apesar de serem formas usadas pelos pais para distraírem os filhos, quando em excesso, essas atividades podem ocupar o tempo que poderia ser gasto com atividades mais ativas, o que acaba estimulando o sedentarismo, logo, a obesidade.

Confira também
- Reflexões sobre a obesidade
- Pesquisa indica aumento de 60% na obesidade no Brasil
- Os benefícios da prática regular de exercícios físicos para a saúde