Tabagismo associado a obesidade e hipertensão são os maiores riscos para a saúde global

Tabagismo associado a obesidade e hipertensão são os maiores riscos para a saúde global

Nas vésperas do Dia Mundial da Luta Contra o Tabaco, 31 de maio, a conscientização sobre o assunto se mostra urgente. Segundo o Instituto para Métrica e Avaliação em Saúde (IHME), o tabagismo, a hipertensão e a obesidade são grandes riscos para a saúde global. São 20 milhões de mortes por ano relacionadas a tais causas em todo o mundo, sendo 545 mil só no Brasil. O destaque destes três fatores não é coincidência: fumantes apresentam maior tendência de se encaixar nesses dois quadros.

Apesar do que a maioria das pessoas acredita, o tabagismo não emagrece o indivíduo. Uma das consequências do cigarro é alterar a percepção do sabor dos alimentos consumidos pelo paciente. Dessa forma, o açúcar e a gordura presentes na comida não são sentidos de forma a saciarem a pessoa, contribuindo para que o indivíduo consuma maior quantidade de alimentos, podendo levar à obesidade. 

Outro fato é que, geralmente, fumantes não levam uma vida saudável, e aqueles que tentam fugir do sedentarismo também sofrem com as consequências do tabagismo. O cigarro dificulta a criação de músculos, causando flacidez e prejudica a respiração, interferindo significativamente na prática de um exercício físico. Além disso, fumantes obesos apresentam riscos maiores de desenvolver doenças vasculares, câncer e outras patologias.  

Hipertensão
 
Devido ao aumento dos níveis de gordura e açúcar no sangue causado pelas substâncias tóxicas do produto, os fumantes são mais propensos a desenvolverem placas nos vasos sanguíneos, contribuindo para um quadro de hipertensão. Além disso, a cada tragada, a pressão arterial do indivíduo sobe, permanecendo elevada por alguns minutos após o término do cigarro. Os batimentos cardíacos também aumentam.

Isso ocorre porque a nicotina causa uma vasoconstrição, o estreitamento dos vasos. A substância estimula, ainda, a liberação da vasopressina, adrenalina e noradrenalina, hormônios que contribuem para o aumento dos batimentos cardíacos e da pressão arterial. Por isso, pessoas que já sofrem com hipertensão devem evitar ao máximo o consumo de cigarro, já que o hábito dificulta o controle dos níveis da doença.
 
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