Mas, afinal, o que é refluxo gastroesofágico?

O refluxo gastroesofágico, mais conhecido simplesmente por refluxo, é a doença causadora da azia, sintoma comumente sentido pela população em geral. A dor e inflamação característica dessa sensação tem origem na volta do suco gástrico estomacal para o esôfago, órgão não preparado para receber esse nível de acidez. Isso ocorre devido ao mau funcionamento do esfíncter inferior do esôfago, músculo presente na entrada do estômago e responsável exatamente por impedir que tal líquido faça o caminho incorreto.

Quais são as consequências?

Os principais incômodos originados pelo refluxo consistem em frequente azia, regurgitação, dor durante a deglutição e também no tórax, além de tosse crônica, rouquidão, pigarros, asma e erosão do esmalte dos dentes devido ao conteúdo gástrico altamente ácido que volta à boca. Outra consequência é o desenvolvimento de esofagite, inflamação danificadora do esôfago, advinda da agressão sofrida pelo esôfago.

Como tratar?

A principal parte do tratamento é a adoção de novos hábitos. No geral, é necessário a redução no consumo de bebidas alcoólicas, alimentos gordurosos ou condimentados, refrigerantes, cafeína e frutas cítricas. Além disso, o horário das refeições merece atenção, pois não é indicado se deitar logo após ter se alimentado, devendo existir um intervalo de pelo menos duas horas entre as atividades. Também é recomendado evitar o cigarro.

Para evitar a posição que favorece volta do suco gástrico pela via contrária, o paciente pode optar por elevar a cabeceira da cama de 10 a 15 cm - formando um ângulo que diminui o refluxo consideravelmente. O uso de travesseiros não é recomendado, uma vez que o corpo permanece na horizontal.

Pessoas com sobrepeso ou obesas devem emagrecer, pois a pressão exercida pela gordura abdominal no estômago é outro estimulante para a ocorrência do refluxo. Seguindo essa lógica, também é indicado evitar o uso de roupas e cintos apertados, peças que podem reproduzir o mesmo efeito que o tecido adiposo exagerado.

Medicamentos também podem ser utilizados. É comum que o tratamento seja de uso prolongado, uma vez que os sintomas da doença tendem a se tornarem crônicos. Dessa forma, o paciente se expõe a alguns riscos causados pelo grande tempo de utilização dos remédios, pois ele fará uso de forma crônica. A cirurgia é o tratamento indicado para pacientes que não toleram ficar sem o uso do medicamento e já o fazem uso continuado somente tendo o alívio dos sintomas. Realizada por videolaparoscopia, com incisões pequenas e rápida recuperação permite ao paciente o tratamento do refluxo e a independência dos medicamentos.

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