Consequência da cirurgia bariátrica: mitos e verdades

Existem muitas dúvidas acerca da cirurgia bariátrica. E, por ser um procedimento comum entre pacientes obesos e/ou com comorbidades causadas pelo sobrepeso e IMC elevados, muito se é dito sobre o procedimento, mas nem sempre essas informações condizem com a verdade.

Para sanar algumas dúvidas a respeito do assunto, separamos mais uma lista de mitos e verdades sobre a cirurgia bariátrica. Confira!

1. Após a cirurgia, é permitido a ingestão de bebidas alcoólicas

VERDADE. Bebidas alcoólicas podem ser consumidas pelo paciente depois de, pelo menos, um intervalo de seis meses após a cirurgia. Esse período permite que o organismo do indivíduo se adapte ao novo modelo intestinal, mas é necessário permanecer alerta: as mudanças causadas pela cirurgia encadeiam uma absorção veloz da substância, fazendo com que os efeitos da bebida sejam sentidos mais rapidamente pela pessoa, tanto a curto como a longo prazo.  

2. É provável o desenvolvimento da Síndrome de Dumping após a operação

VERDADE. A retirada ou desvio de uma parte do estômago do paciente impacta significativamente a vida do indivíduo. Para se ter uma ideia, a alimentação nos primeiros dias de pós-operatório deve ser composta somente de líquidos. Além disso, é comum a tais pessoas não estarem acostumadas com dietas restritivas e alimentação saudável. Essa nova rotina pode ocasionar o desejo e, consequentemente, a ingestão, irracional de comidas calóricas, doces ou gordurosas. Essa condição caracteriza a Síndrome de Dumping - um tipo de complicação comum após esse tipo de cirurgia que faz com que ocorra a passagem do conteúdo gástrico do estômago para o intestino de forma bastante rápida -, causando, ainda, taquicardia, tontura, hipotensão, sudorese e diarreia. Dessa forma, o acompanhamento de profissionais após realizado o procedimento é imprescindível.

3. Existe a possibilidade de queda de cabelo e enfraquecimento das unhas depois do procedimento

VERDADE. Qualquer emagrecimento rápido, seja devido a cirurgias ou doenças, pode ocasionar essas mudanças. Isso ocorre devido à perda de vitaminas, devendo o paciente repor os nutrientes por meio de medicamentos e acompanhamento médico.

Para além de mitos e verdades, uma coisa é fato: durante todo o período de adaptação do paciente, o apoio da família é indispensável. Abandonar hábitos enraizados e substituí-los por outros mais saudáveis nunca é fácil, e fazer isso sozinho é ainda mais complicado. Por isso, orienta-se às famílias dos indivíduos que tentem seguir as mesmas regras adaptadas a eles, demonstrando apoio e estimulando a pessoa. Além disso, o acompanhamento profissional de médicos, nutricionistas, educadores físicos e psicólogos não deve ser esquecido.

Mesmo com todo o apoio, o paciente deve lembrar que ele é o principal responsável pelo tratamento da doença. Com força de vontade e perseverança é possível alcançar uma vida saudável e livre de mazelas.

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