Obesidade, um problema emocional?

Não é novidade que a obesidade acarreta graves problemas para a saúde. Segundo estudo publicado no New England Journal of Medicine, a obesidade mata mais do que acidente de carro e terrorismo. Além disso, estima-se que, atualmente, 10% da população global seja obesa. O excesso de peso não afeta apenas o físico das pessoas; o psicológico é tão afetado quanto. Entre os principais problemas, podemos citar a ansiedade, a angústia, as dificuldades afetivas, sociais e sexuais, a timidez, e os transtornos de humor. Muito se discute sobre uma questão chave: as pessoas ficam obesas por terem distúrbios psicológicos, ou são afetadas psicologicamente por terem obesidade? A resposta para essa pergunta é bem complexa, porém possível de ser analisada.

Emoções digeridas

Sempre existe uma justificativa para o excesso de peso. As causas são diversas, mas, os fatores emocionais são os que mais influenciam. Isto é comprovado. Dentre o número de pessoas obesas no Brasil, 60% o são provenientes de problemas emocionais. Somos seres emocionais e as emoções fazem parte das nossas vidas. Decepções, depressões e angústias podem nos fazer adotar hábitos não saudáveis. Quantas vezes você já não fez ou ouviu falar de alguém que descontou as amarguras em um pote de sorvete ou em uma barra de chocolate? Mas essas atitudes, quando não controladas e sendo recorrentes, podem se transformar num perigoso transtorno psicológico. O resultado vem em poucos meses: o sobrepeso.

Comer sem parar

A ansiedade é um dos principais fatores relacionados à obesidade. É comum, em casos de situações, períodos ou crises em pessoas ansiosas, desencadear hábitos não saudáveis, assim como nos citados anteriormente. Falta de ar, insônia ou dor no peito são os sintomas clássicos da ansiedade, mas eles também podem vir acompanhados da compulsão alimentar, que impulsiona o indivíduo a comer cada vez mais, muitas vezes sem perceber. Isso nos leva a outra razão da obesidade: o “vício” em comer. Muitas pessoas, mesmo quando estão saciadas, necessitam estar mastigando ou comendo qualquer alimento. Neste caso, a compulsão por alimentos provém da deficiência na produção de leptina, o hormônio ligado à inibição do apetite.  

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