Mitos e verdades sobre a cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica é um procedimento médico indicado em situações nas quais o IMC do paciente é elevado o suficiente para comprometer a saúde e o bem-estar do indivíduo. A medida consiste na redução do estômago com a retirada de uma parte do órgão, ocasionando em grande perda de peso e alívio nas consequências trazidas para a vida de uma pessoa considerada clinicamente obesa.

Embora esse tipo de intervenção seja um método amplamente utilizado e conhecido pela comunidade médica, muitos pacientes continuam carregando dúvidas sobre o procedimento. Por isso, separamos alguns mitos e verdades sobre a cirurgia bariátrica. Confira!

1. Qualquer pessoa que se enquadra no quadro de obesidade pode passar pela cirurgia

MITO. O procedimento é indicado apenas para aqueles com obesidade mórbida. Por ser um processo invasivo, a cirurgia não pode ser vista como primeira opção. Por isso, primeiramente recomenda-se ao paciente realizar um acompanhamento com a tentativa de reverter a situação por meio de uma rotina de exercícios físicos, boa alimentação e até uso de medicamentos. Assim, a obesidade mórbida é a condição necessária para se recorrer à cirurgia, caracterizando-se pelo IMC (Índice de Massa Corporal) acima de 40kg/m². Um indivíduo com IMC entre 35 e 39,9kg/m² associado à existência de duas ou mais doenças simultaneamente - como diabetes, hipertensão e esteatose hepática, por exemplo -, podendo as patologias se potencializarem mutuamente, também está em estado crítico e pode passar pelo processo.

2. As dores do pós-operatório persistem até, pelo menos, um mês após a cirurgia

MITO. Os pacientes sentem as dores apenas nos primeiros dias após o procedimento. Durante a operação, é necessário inflar o abdômen do indivíduo com gás carbônico, já que a cirurgia é feita por videolaparoscopia. O gás é utilizado para possibilitar a melhorar manipulação dos órgãos internos, sendo essa medida a causadora das dores.

3. A cirurgia é irreversível

VERDADE. Os métodos de gastrectomia vertical (Sleeve), retirada de parte do estômago, e a Duodenal-Switch são verdadeiramente irreversíveis. Já a derivação gástrica em Y de Roux ou cirurgia de Fobi-Capella podem ser excepcionalmente reversíveis por meio de procedimentos complexos, não sendo um caminho comumente recomendado.

4. A cirurgia é o único fator responsável pela melhora da saúde do paciente

MITO. Esse processo é apenas o primeiro passo. Para a total recuperação da qualidade de vida do indivíduo, é necessária a adoção de hábitos mais saudáveis, como a prática regular de exercícios e uma alimentação ideal. Quando comparado a uma pessoa que não passou pela cirurgia, as atividades físicas se mostram ainda mais benéficas para os pacientes, pois: aceleram o emagrecimento e o ganho de massa magra (músculo), reduzem a flacidez e melhoram tanto o condicionamento físico, como o desempenho cardiorrespiratório, o fortalecimento dos ossos e o ganho de disposição.

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