A cirurgia metabólica como tratamento para diabetes tipo 2

Em dezembro de 2017, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou a cirurgia metabólica como tratamento para pacientes com diabetes tipo 2. O método apresenta o mesmo procedimento que a cirurgia bariátrica, diferenciado-se por não ter a perda de peso como objetivo principal. Essa é a solução encontrada por milhões de pessoas ao redor do mundo que não conseguem tratar a doença apenas com o uso de medicamentos especializados e mudanças no estilo de vida. De acordo com estudos avaliados pelo CFM,  há cada vez mais benefícios e rapidez nos resultados de tal medida, revertendo o quadro já considerado como epidemia. 

Importância

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram registrados 422 milhões de adultos diabéticos em 2014, enquanto o número, em 1980 era de 108 milhões. No Brasil, em 2015 calculou-se 14,3 milhões de diabéticos entre 20 e 79 anos. A expectativa é que, em 2040, essa marca alcance 23,3 milhões de pessoas.

A partir do tratamento cirúrgico, é possível contribuir para o controle da doença e a redução das taxas nacionais de mortalidade devido à condição. Mesmo após a cirurgia, pode-se continuar com o uso de medicamentos, evitando uma nova evolução da diabetes. 

Benefícios

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Metabólica e Bariátrica (SBCBM), os índices de mortalidade entre diabéticos após o procedimento é de apenas 0,3%. Já entre os pacientes que não passaram pelo método, essa taxa chega até 10%. 

Um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença é o excesso de peso, sendo considerados obesos cerca de 80 a 90% dos diabéticos do tipo 2. Assim, apesar da perda de peso não ser o objetivo do método, continua sendo um efeito colateral positivo. 

Além disso, a cirurgia metabólica pode ser realizada em pacientes com apenas obesidade leve, de IMC entre 30 e 35. Os resultados são mais rápidos e eficientes quando comparados a outros métodos, muitas vezes seguidos obrigatoriamente por toda a vida do diabético. 

Apesar da intensa ligação entre diabetes e obesidade, estudos realizados pelo CMF demonstram efeitos antidiabéticos diretos e independentes da perda de peso. Por meio da cirurgia, a liberação de insulina se torna maior e esse hormônio passa a ser melhor aceito pelo organismo. 

Quem pode fazer a cirurgia

A cirurgia metabólica é recomendada para os pacientes que não conseguiram atingir o controle ideal da doença após inúmeras tentativas de tratamento por meio de exercícios físicos, dietas e medicamentos. Por isso, a recomendação de um profissional é fundamental. Cada indivíduo apresenta um organismo com características diferentes, logo, as reações podem ser diversas. É necessário uma avaliação e um acompanhamento do paciente durante todas as etapas do processo. O sucesso do método também depende do paciente, devendo ele adotar práticas adequadas à condição tanto antes como depois da cirurgia.

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