Principais Complicações Tardias do BYPASS

As cirurgias bariátricas são técnicas já bem definidas e seguras no tratamento da obesidade mórbida. No entanto, como qualquer procedimento cirúrgico, complicações podem acontecer no pós-operatório precoce e tardio. Vamos comentar as complicações tardias que ocorrem duas semanas após a operação na técnica Bypass.

 

Estenose de anastomose é o estreitamento que ocorre na junção do estômago com o intestino (gastroenteroanastomose) ou na junção do intestino com o intestino (enteroenteroanastomose). O local mais comum é a gastroenteroanastomose e normalmente acontecem no período de até 90 dias após a cirurgia. Os motivos que levam a essa complicação são relacionadas à cicatriz formada na anastomose que pode dificultar a alimentação do paciente, causando vômitos pós-alimentares, às vezes, associados à dor.

 

A úlcera marginal é outra complicação encontrada em até 16% dos pacientes e consiste em uma úlcera péptica na mucosa do intestino próximo à anastomose gastrojejunal. O principal fator causador é uma acidez aumentada no pequeno estômago, mas a presença de H. pylori, determinadas drogas, tabaco e até fatores hormonais e metabólicos podem ser desencadeadores. Os sintomas podem aparecer a partir de 3 meses após a cirurgia, sendo o período de maior incidência 12 meses depois. Dor abdominal é o sintoma mais comum, podendo ocorrer também náuseas, vômitos e até sangramentos digestivos.

 

A fístula gastro gástrica é comunicação anormal entre a bolsa gástrica e o estômago excluído. É uma complicação rara do Bypass gástrico em Y de Roux com incidência variando de 1,5 a 6,0%; apresenta como sintomas perda ou ganho de peso, ulceração marginal intratável, hemorragia digestiva alta recorrente e dor abdominal. O tratamento é bem específico e depende de uma avaliação bem criteriosa.

 

O ponto mais importante para o diagnóstico precoce e o tratamento dessas complicações é a comunicação entre paciente e cirurgião para a devida avaliação e conduta.