Tratamento da Obesidade

Atualmente, muito se fala sobre os riscos da obesidade, condição caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, o chamado tecido adiposo causando uma série de impactos negativos na saúde e na vida do paciente. Para ser diagnosticado como obeso, o principal método é o cálculo do seu índice de massa corporal (IMC), que divide o peso do indivíduo pela altura elevada ao quadrado (kg/m²).


Segundo padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS), o IMC adequado deve ser entre 18,5 kg/m² e 24,9 kg/m². Indivíduos com IMC entre 25 kg/m² e 29,9 kg/m² são considerados com sobrepeso, o que já é motivo de preocupação, mas é a partir do IMC 30 kg/m² que é diagnosticado o primeiro grau de obesidade. Nos últimos anos, OMS classificou a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo.


Como acontece?


O acúmulo de gordura geralmente ocorre quando há um excesso de consumo de calorias durante a alimentação, bem maior que o valor necessário para a manutenção do organismo e a realização das atividades. Assim, há muita ingestão de alimentos e pouco gasto de energia. Além disso, outros fatores podem influenciar o ganho de peso, como a predisposição genética, alterações endócrinas e psiquiátricas.


As melhores formas de prevenir a obesidade passam por questões comportamentais. Manter-se ativo, alimentar-se de maneira saudável, beber bastante água, realizar check ups frequentes e comer apenas quando sentir fome são alguns dos caminhos indicados. Também é imprescindível monitorar o peso regularmente, podendo ajudar a detectar pequenos ganhos de peso antes que se tornem grandes problemas.


Cirurgia Bariátrica


Apesar dos esforços clínicos para garantir uma prevenção adequada, a obesidade continua sendo um grave problema de saúde pública. Conforme o Ministério da Saúde, quase 50% da população brasileira está acima do peso, enquanto que a obesidade atinge um percentual de 16% dos habitantes no País, correspondendo a um aumento de 60% em dez anos.


Tais dados explicam a grande procura por procedimentos de cirurgia bariátrica. Nos últimos cinco anos, o número de cirurgias praticadas no país cresceu 39%, de 72 mil em 2012 para 100 mil em 2016, segundo a SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica).


O procedimento é indicado a pacientes acima de 18 anos, com IMC acima de 40 kg/m² ou maior que 35 kg/m² quando há doenças relacionadas, como diabetes e hipertensão. Para tanto, é preciso haver todo uma preparação, iniciada com uma avaliação com um cirurgião quanto ao grau de obesidade e histórico do paciente para verificar a necessidade de cirurgia. Se o paciente estiver dentro dos critérios necessários, serão feitos exames e indicadas consultas com nutricionista e fisioterapeuta, que irão orientar quanto às mudanças decorrentes da cirurgia, como dieta pós-operatória, reposição de vitaminas e exercícios, para só então realizar o procedimento.


Obesidade Mórbida e Diabetes


A cirurgia bariátrica é o melhor tratamento para a obesidade mórbida, pois é a forma que consegue manter o paciente com controle de peso a longo prazo. Além disso, foi a partir dos bons resultados do pacientes com diabetes mellitus tipo 2 operados que hoje temos a cirurgia metabólica indicada para o tratamento dos diabéticos.


Para tanto, o Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece os seguintes critérios: paciente com IMC entre 30 kg/m2 e 34,9 kg/m2, idade mínima de 30 anos e máxima de 70 anos, diagnóstico definido de diabetes tipo 2 a menos de 10 anos, apresentar refração comprovada ao tratamento clínico e não possuir contraindicações para o procedimento cirúrgico proposto.



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